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Ambiente Saudável Nº 7 - junho 2009
Boletim de Novidades de Saúde sem Dano América Latina |
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Resíduos de estabelecimentos de saúde
A Argentina participará de um projeto mundial que procura eliminar a incineração do atendimento sanitário. |
Buenos Aires, 19 de maio de 2009 – O prometo do Fundo Global do Ambiente apresentou sua situação a nível global e os lineamentos para sua posta em marcha na Argentina. O objetivo principal do Projeto GEF é demonstrar e promover as técnicas de boas práticas da gestão de resíduos sanitários, para minimizar ou eliminar a liberação de contaminantes orgânicos persistentes e de mercúrio no ambiente.
Acaba de ser realizado na Argentina, a Primeira Oficina de Implementação do Projeto e participaram, entre outros, Firuzeh Mahmoudi, Coordenadora Global do Projeto; representantes do Ministério da Saúde da Nação, da subsecretaria de Relações Sanitárias e Pesquisa a cargo do Dr. Adolfo Sánchez de León e membros das organizações civis Saúde sem Dano e GAIA.
Na Argentina, o projeto será coordenado pela Direção Nacional de Determinantes da Saúde e Pesquisa, do Ministério da Saúde da Nação, a cargo do Dr. Ernesto De Titto. Saúde sem Dano junto à Organização Mundial da Saúde são as principais entidades cooperadoras.
Os países onde estão sendo implementados este projeto, além da Argentina são: Índia, Letônia, Líbano, Tanzânia, Filipinas, Senegal e Vietnã. Em cada país participante, o projeto desenvolverá práticas seguras de gestão de resíduos sanitários através da colaboração de pelo menos um grande hospital, como também a combinação apropriada de estabelecimentos menores. Procura-se fornecer tecnologias distintas da incineração e desenvolve um plano de capacitação sobre melhores práticas de prevenção e gestão de resíduos de estabelecimentos de saúde.
Links
www.gefmedwaste.org
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Mercurio No
Mais abanicos para eliminar o mercúrio do setor de saúde na Argentina. |
Córdoba e Neuquén, março de 2009 – Na província de Córdoba foi sancionada uma lei que dispõe a eliminação gradual do uso de mercúrio no atendimento da saúde. A norma dispõe que em um período de noventa dias dever-se-ão substituir os tensiômetros que contenham este metal.
Ao mesmo tempo, o jornal La Mañana de Neuquén informou que se apresentou na Legislatura provincial um projeto que pretende eliminar os termômetros e tensiômetros fabricados com esse material tóxico.
A iniciativa buscará substituir a totalidade dos termômetros e tensiômetros com mercúrio por alternativas mais seguras e ambientalmente saudáveis.
A promotora do projeto em Neuquén e pediatra no Centro Infantil Hospital Dr. Horacio Heller, Dra. María Laura Moreno, afirmou que nessa instituição já se conseguiu que o 50 por cento dos enfermeiros trabalhasse com termômetros e tensiômetros livres de mercúrio. “NO ano de 2007, o hospital começou com um compromisso de eliminação progressiva destes materiais. Porém, esta substituição somente se dá por doações”, indicou.
Os fundamentos do projeto sublinham as alterações cognitivas, sensoriais, motoras e neuro condutuais produzidas pela exposição ao mercúrio. Também advertem sobre os resíduos desse metal que são gerados no setor de saúde quando algum dispositivo se rompe ou tomba.
Além disso, afirma-se que o uso e a rotura de termômetros no setor sanitário representam na Argentina, uma tonelada métrica de mercúrio por ano.
Links
Lei da província de Córdoba
www.noharm.org/details.cfm?type=document&id=2164
Apresentação projeto de lei Neuquén
http://www.lmneuquen.com.ar/noticias/2009/3/23/22570.php
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Hospitais Saudáveis
Lança-se na América Latina o Projeto Luminárias. |
Buenos Aires, maio de 2009 – A partir do dia 12 de maio, Dia Internacional da Enfermagem e enfermeiros da América Latina contam com um espaço na internet, www.proyectoluminarias.org, para divulgar e compartilhar o enorme trabalho que realizam no dia-a-dia em pôs de um ambiente mais sadio.
Projeto Luminárias reflete as atividades dos profissionais da enfermagem, que abordam de maneira criativa e estratégica os problemas ambientais que geram os sistemas de saúde. Deste modo promovem uma população menos doente graças à presença de ar, solo e água mais limpos e crianças sem substâncias contaminantes em seu organismo. O Projeto Luminárias foi lançado a nível internacional por Saúde sem Dano em 2004.
“A liderança e o compromisso dos profissionais da saúde, assinalando as práticas que é necessário mudar para que a população padeça menos doenças vinculadas ao ambiente são chaves para obter comunidades mais saudáveis, água segura e ar livre de substâncias tóxicas”, expressou Verónica Odriozola, Coordenadora para América Latina de Saúde sem Dano/Health Care Without Harm.
Links
www.proyectoluminarias.com
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Meios
Novo vídeo internacional da campanha Saúde sem Dano. |
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Divulgação
Novas publicações sobre o risco por exposição às substâncias químicas. |
Transtornos na saúde reprodutiva masculina e o papel potencial da exposição a químicos ambientais.
A revisão científica escrita pelo professor Richard Sharpe do Queen's Medical Research Institute, analisa a evidência que sugere que o uso ambiental generalizado de químicos contribui a desordens na saúde reprodutiva masculina.
Homens sob ameaça: relatório sobre a diminuição da saúde reprodutiva masculina e a função potencial da exposição a químicos durante o desenvolvimento fetal.
Escrito em linguagem para o público geral, destaca a tendência da deterioração da saúde reprodutiva masculina e explora a conexão com os químicos disruptores hormonais.
Homens sob ameaça: folheto sobre a diminuição da saúde reprodutiva masculina e o papel potencial da exposição a químicos.
Descreve brevemente a evidência acerca de que os químicos com atividade hormonal podem estar implicados na deterioração da saúde reprodutiva masculina, dando algumas estatísticas sobre malformações penianas, testículos não descidos, contagem espermática e câncer de testículos.
Estas publicações estão disponíveis só em inglês no HEAL – Chemicals Health Monitor – TDS section – Publications and/or CHEM Trust website.
Links
www.env-health.org
http://chemicalshealthmonitor.org/spip.php?rubrique118
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Ciência
Substância química encontrada em dispositivos médicos plásticos pode alterar a função cardíaca. |
Universidade Johns Hopkins, Estados Unidos, maio de 2009 - Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins encontraram que um composto químico utiliza-se comumente na produção de dispositivos médicos como bolsas de solução endovenosa (IV) e cateteres pode altera a função cardíaca.
Estas novas descobertas sugerem outro motivo para alguns dos efeitos colaterais comuns- perda do gosto, perda da memória a curto prazo – em procedimentos médicos que requerem circulação do sangue extra corpórea através de tubos plásticos, como acontece nas cirurgias cardíacas de by-pass ou diálise renal. Estas descobertas também têm fortes implicações para o futuro da indústria do plástico.
Além da perda do gosto e a memória, os pacientes submetidos a by- pass coronário, muitas vezes se queixam de edemas e fadiga. Isto, geralmente, resolve-se nos meses posteriores à cirurgia, mas apesar de desaparecerem são efeitos colaterais perturbadores.
A experiência pessoal depois de sua cirurgia coronária propulsou a pesquisa pela origem do problema da perda do gosto ao Dr. Artin Shoukas Ph.D. -Doutor em Filosofia- , professor de engenharia biomédica, fisiologia e anestesiologia e cuidados críticos na Universidade Johns Hopkins. “Sou um adicto ao chocolate, e após a cirurgia de by-pass tudo tinha um sabor horrível, o chocolate tinha sabor a carvão durante meses”, afirmou.
Shoukas e Caitlin Thompson-Torgerson, PhD – Doutor em Filosofia-, Pesquisador pós-doutoral de anestesiologia e cuidados médicos críticos, suspeitou que o disparador destes efeitos colaterais poderia ser algum composto químico. Para provar sua teoria, Shoukas e sua equipe de pesquisadores tomaram mostras do líquido das bolsas IV e máquinas de by-pass antes de ser usado nos pacientes. O grupo analisou os líquidos em outra máquina que pode identificar químicos desconhecidos, assim encontraram no líquido um químico denominado ciclohexanona. Os cientistas creem que a ciclohexanona pôde haver sido liberado dos dispositivos plásticos ao líquido. Embora o conteúdo de ciclohexanona liberado pelos dispositivos é variado, todas as mostras de líquidos continham, ao menos, níveis detectáveis deste químico.
Links
Para mais informação, em inglês, visite o web site da Universidade Johns Hopkins
http://www.hopkinsmedicine.org/Press_releases/2009/05_01_09.html
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Versão original em espanhol: Saúde sem Dano. Traduzido por: D. Wainer. |
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