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Ambiente Saudável Nº 9 - janeiro 2010
Boletim de Novidades de Saúde sem Dano América Latina |
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Jornada de capacitação no Chile
Iquique, Chile, novembro de 2009 |
Iquique, Chile, novembro de 2009 - No passado 30 de novembro foi realizada a jornada de capacitação, dirigida aos trabalhadores e funcionários da saúde, para a eliminação de insumos com mercúrio no Hospital regional Ernesto Torres Galdames. A jornada esteve a cargo da Dra. Silvia Ferrer, representante de Saúde sem Dano, e o Dr. Manfredo Guerra, pediatra do Hospital. Ao finalizar a jornada, o Diretor do Galdames, Dr. Sergio Aguilera, assinou a carta compromisso, para eliminar o mercúrio do hospital.
Mais info da jornada em:
http://www.hospitaliquique.cl/
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1ª Oficina para a eliminação do mercúrio na Costa Rica
Oficina para a eliminação do mercúrio em ambientes hospitalares |
San José, Costa Rica, novembro de 2009 - Nos dias 18 e 19 de novembro passados foi realizado na cidade de San José, na Costa Rica, a Oficina para a eliminação em ambientes hospitalares. A organização esteve a cargo de Saúde sem Dano, o Ministério de Ambiente, Energia e Telecomunicações – MINAET- e La Caja Costarricense del Seguro Social. Algumas das principais conferências foram: Manual para a Redução do Uso do Mercúrio em Ambientes Hospitalares, Tendências internacionais de eliminação do mercúrio, no setor de saúde, Desafios do setor de saúde ante os problemas ambientais e A campanha Saúde sem Dano.
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São Paulo, outubro de 2009
II Seminário Estadual de Hospitais Saudáveis |
São Paulo, Brasil, outubro de 2009 - Em meados de outubro passado se realizou o II Seminário Estadual de Hospitales Saudáveis, organizado pelo Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, o qual contou com as adesões da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP-, saúde Sem Dano / Health Care Without Harm e o Centro de Vigilância Sanitária – CVS/CCD/SES SP. Também participaram diversas entidades técnicas, científicas e profissionais do setor de saúde, universidades, sindicatos e serviços de saúde, entre outros. Um dos principais oradores do seminário foi Gary Cohen, fundador e Diretor Executivo da sede dos Estados Unidos de Saúde sem Dano.
Link a nota em português:
http://saudesemdano.org/?c=74
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Mudança climática
Líderes do setor de saúde solicitam medidas urgentes sobre a mudança climática.
Receita para um planeta saudável |
Buenos Aires, Argentina, dezembro de 2009 - Algumas das maiores organizações do mundo de enfermagem, medicina e saúde pública estão instando os líderes mundiais a tomar medidas decisivas, para fazer frente à mudança climática, de forma a evitar o que poderia converter-se em uma crise mundial, em matéria de saúde pública. A “Receita para um Planeta Saudável” diagnostica as ameaças mundiais para a saúde pública que planeja a mudança climática, ao mesmo tempo em que insta os governos do mundo a que negociem um acordo forte e vinculante. Por América Latina assinaram esta iniciativa, entre outros: o Hospital Alemán de Buenos Aires; a Federação Argentina Enfermeiras; a Associação Argentina de Arquitetura e Engenharia Hospitalar; a Associação Toxicológica Argentina e a Sociedade Argentina de Pediatria; Ação Internacional Para a Saúde Bolívia; a Associação Médica Brasileira; The Brazilian Association on Collective Health e o Centro de Análise e Ação em Tóxicos e suas Alternativas no México.
Organizações http://www.noharm.org/salud_sin_danio/noticias_ssd/2009/nov/hcwh2009-11-04.php
América Latina:
http://www.climateandhealthcare.org/es_ES/who-s-signed-up.html
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Mini Entrevistas
Graciela Demasi, impulsionadora da proibição do mercúrio no setor de saúde em Río Negro, Argentina |
Graciela Demasi é ecologista social e ativa participante de Saúde sem Dano, na província de Río Negro, Argentina. Foi uma das principais impulsionadoras da lei que acaba de sancionar a legislatura provincial que proíbe a venda de termômetros e tensiômetros com mercúrio.
Começou a se interessar pelos temas relacionados com a saúde e o ambiente graças a seu projeto de tese de grau, que se baseou na gestão dos resíduos patogênicos da cidade de Neuquén. A pesquisa que realizou mais tarde se apresentou nos meios gráficos de sua província, o que permitiu o contato com Saúde sem Dano.
Jornal de Río Negro:
http://www.rionegro.com.ar/diario/2009/11/29/1259454714228.php
Site da Legislatura de Río Negro:
http://www.legisrn.gov.ar/prensa2/desarro_prensa.php?cod=1101
- Como foi o processo para o qual a legislatura de Río Negro proibisse a venda de termômetros e tensiômetros com mercúrio?
Graciela Demasi – Em fevereiro de 2008, em uma visita ao Ministério da Saúde da Província com motivo de difundir a Campanha Saúde sem Dano, sei que houve por sua vez um projeto de lei de eliminação do mercúrio e comecei a pesquisar na legislatura. Desse modo, soube que efetivamente o projeto foi apresentado por uma legisladora, em outubro de 2006, e que havia entrado à Comissão de Assuntos Sociais no dia 24/11/06. Porém, infelizmente havia caducado e foi enviado ao arquivo. Nesse momento um deputado começou a esboçar um projeto sobre resíduos sólidos urbanos; entrei em contato com ele e solicitei a possibilidade de que o projeto sobre a eliminação do mercúrio pudesse ser reflutuado. Pusemos a disposição todo o material que tínhamos para a redação da lei e começou a trabalhar no tema com os Deputados Facundo López e Luis Bonardo.
- O que você considera que a lei pode contribuir em relação a um novo olhar sobre a saúde e o ambiente?
G. D. - Considero que no âmbito da saúde há um novo olhar sobre a relação entre saúde e ambiente, e esta lei é uma prova disso. Há muitos hospitais que em nossa província trabalham mancomunadamente com as autoridades educativas, municipais e dos bairros, à procura de uma melhor qualidade de vida, com os escassos recursos que têm ao seu alcance, mas que administram com sobriedade e, portanto alcançam êxitos importantíssimos.
Quais são suas considerações pessoais a respeito, o que você sentiu com este êxito?
G.D. – Em primeiro lugar, acho que esta lei deveria ser tratada no nível do setor de saúde com grande profundidade, porque é um passo fundamental para alcançar um ambiente hospitalar saudável em toda a província. É real que ainda há uma resistência à mudança e que podem ser realizadas varias modificações sobre a lei. Em resumo, acho que ainda há muito a fazer, e que devemos estar presentes nos hospitais para que não diminua a iniciativa. Tem que alcançar um consenso entre todo o âmbito de saúde que, desde meu ponto de vista pessoal, não é suficiente com a sanção de uma lei, senão que devemos dar ênfase em seu cumprimento.
Com respeito ao êxito da lei em si mesmo, sinto que a partir do pouco que cada um pode contribuir, é um grande avanço que se fez pelo bem da saúde dos rionegrinos, alem das críticas e desconfianças.
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Mercurio No
A cidade do México compromete-se a eliminar o mercúrio de seu sistema de saúde pública |
Buenos Aires, Argentina, novembro de 2009 - A Secretaria da Saúde da Cidade do México compromete-se a substituir termômetros e esfigmomanômetros com mercúrio. O Dr. José Armado Ahued, Secretário de Saúde do Distrito Federal, comunicou sua vontade de unir-se à Iniciativa Global Conjunta para um atendimento médico sem mercúrio liderado pela organização Mundial da Saúde (OMS) em aliança com Saúde Sem Dano, quem convocam para a substituição mundial deste perigoso metal no setor de saúde. O Sistema de Saúde do Distrito Federal na Cidade do México está conformado por 230 unidades médicas no primeiro nível de atendimento e 29 hospitais no segundo nível e oferece um serviço para quase cinco milhões de pessoas.
O mercúrio é um neurotóxico que, liberado no ambiente se acumula na cadeia alimentar pondo em risco à saúde das pessoas. O setor de saúde é uma das fontes de exposição do mercúrio ao romper-se com facilidade os termômetros e outros instrumentos médicos que o contêm.
“Com a adesão da Cidade do México à Iniciativa Global Conjunta da OMS - Saúde sem Dano nos aproximamos ao cumprimento de uma de nossas metas de fazer com que três megalópoles, em paises em desenvolvimento possam adotar medidas de eliminação e mercúrio como fizeram já em Buenos Aires, na Argentina e Nova Délhi, na Índia” declarou Verónica Odriozola, coordenadora de Saúde Sem Dano na América Latina.
Por sua vez, Fernando Bejarano, Diretor do Centro de Análise e Ação em Tóxicos e suas Alternativas (CAATA) ponto focal de Saúde sem Dano no México, declarou: “A Secretaria de Saúde do Distrito Federal é a primeira autoridade de alto nível que se uniu à iniciativa global da OMS, no México e y oferece um bom exemplo para que outros estados e instituições do Sistema de Segurança Social no México substituam termômetros e esfigmomanômetros de mercúrio por alternativas precisas e economicamente viáveis”.
Na região
No resto da América Latina se está avançando na eliminação do mercúrio. Na Argentina, a princípios do corrente ano, o Ministério da Saúde da Nação assinou a resolução 139/2009, pelo qual informa a todos os hospitais e centros de saúde do país para comprar termômetros e tensiômetros livres de mercúrio. Ali mais de 50 instituições do âmbito sanitário de todo o país se somaram à iniciativa que impulsiona Saúde sem Dano. No Chile, por sua vez, o Ministério da Saúde do Chile, junto com Saúde sem Dano, vem desenvolvendo o projeto denominado “Hospitais Livres de Mercúrio” pelo qual começou a substituir o mercúrio em 12 hospitais do país que incluem a cidade de Santiago, La Ligua, Nancagua e a Quarta Região.
Brasil, um dos países que mais avançou na eliminação do mercúrio no setor de saúde, já conta com mais de 200 hospitais livres de mercúrio, em sua maioria da cidade de São Paulo. Ao mesmo tempo, o Uruguai substituiu o mercúrio de termômetros e tensiômetros em dois de seus principais hospitais de Montevidéu – de Clínicas e Pediatria-; enquanto que na Costa Rica, enquanto se está organizando uma Oficina Centroamericana de eliminação de mercúrio para os dias 18 e 19 de novembro, dois hospitais já se livraram deste problema de saúde ambiental.
Iniciativa Global Conjunta:
http://saludsinmercurio.org
CAATA:
http://www.caata.org/mercurio.html
Carta da Secretaria de Saúde do México:
http://saludsinmercurio.org/SSDF.pdf
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Mercurio No
Hospitais da rede de saúde pública de São Paulo substituem todos os seus dispositivos com mercúrio |
São Paulo, Brasil, dezembro de 2009 - A Cidade de São Paulo é a primeira cidade do Brasil em eliminar o uso de dispositivos com base no mercúrio de seus hospitais públicos. Até hoje, 34 hospitais públicos / salas de emergência e 85 centros de atendimento primário foram reconhecidos pela eliminação total de seus dispositivos com mercúrio. Isto se soma aos mais de 100 hospitais privados de São Paulo que já haviam dado dito passo.
Mais info em: >> Ler mais (em inglês)
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Relatórios e documentos
Encontram restos de fármacos em peixes |
Foram encontrados resíduos de produtos farmacêuticos nos peixes capturados perto de unidades de tratamento de águas residuais de cinco cidades importantes dos EUA, entre eles medicamentos utilizados para tratar colesterol elevado, alergias, pressão arterial alta, o transtorno bipolar e depressão, informaram pesquisadores.
Os resultados deste primeiro estudo nacional de drogas humanas em tecido de peixes levaram à Agência de Proteção Ambiental americana a ampliar as pesquisas similares para mais de 150 diferentes cidades.
“Esperemos que a média da população possa ver o estúdio e pensar sobre a importância da água que consumimos diariamente, de onde vem e aonde vai. Devemos entender que este é um recurso limitado e aprender muito mais sobre nosso impacto nele”, disse o autor do estudo Bryan Brooks, professor e pesquisador da Universidade Baylor, quem publicou mais de uma dúzia de artigos relacionados com fármacos no ambiente.
Uma pessoa deverá comer centenas de milhares de pratos de peixe para obter inclusive uma única dose terapêutica, disse Brooks. No entanto, os pesquisadores encontraram que ainda concentrações extremamente diluídas de resíduos farmacêuticos podem ocasionar dano em peixes, sapos e outras espécies aquáticas devido a sua constante exposição à água contaminada.
Os resultados destes primeiros estudos nacionais de drogas humanas em tecido de peixe levaram à Agência de Proteção Ambiental a expandir pesquisas similares a mais de 150 diferentes cidades. Brooks e seu colega Kevin Chambliss analisaram peixes de rios das cidades de Chicago, Dallas, Phoenix, Filadélfia e Orlando, onde as unidades de tratamento de águas residuais liberam seus efluentes. Para comparar, analisaram peixes das águas prístinas da Zona de Conservação do Rio Gila, em Novo México, zona despovoada de fontes de contaminação humana.
Pesquisadores anteriores confirmaram que os peixes absorvem os medicamentos, porque os rios onde habitam estão contaminados com traços de drogas que não são eliminados pelas unidades de tratamento de águas residuais. Grande parte da contaminação provém de resíduos não metabolizados de fármacos que as pessoas ingeriram e excretaram. Também contribuem ao problema, os medicamentos não utilizados vertidos nos esgotos.
Link a nota:
http://www.msnbc.msn.com/id/29877241/from/ET
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Recursos de comunicação / vídeos
Um jardim curativo cresce em Bhopal |
A Clínica Sambhavna, em Bhopal, na Índia, foi criada para oferecer atendimento médico gratuito às vítimas da catástrofe química que aconteceu nessa cidade em 1984. Em seu desenho, construção e funcionamento incorporaram melhorias ambientais.
Ver o vídeo
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Meios - Entrevista do jornal Clarín da Argentina a Gary Cohen, fundador de Saúde sem Dano.
“Os hospitais deveriam servir também para que as pessoas adoeçam menos” |
Buenos Aires, Argentina, dezembro de 2009 – “As instituições médicas podem ensinar prevenção, processar bem seus resíduos e até eliminar o mercúrio de seus termômetros. Também, trabalhar com a comunidade para melhorar o ambiente e ampliar a ideia de saúde”, expressou Gary Cohen ao jornal Clarín, o de maior tiragem da Argentina, na entrevista que foi publicada no dia 22 de novembro.
Entrevista completa em:
http://www.clarin.com/suplementos/zona/2009/11/22/z-02046069.htm
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Versão original em espanhol: Saúde sem Dano.
Traduzido por: D. Wainer. |
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