Ambiente Saudável Nº 10 - Março 2010
Boletim de Novidades de Saúde sem Dano América Latina
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A nuestras hermanas y hermanos de Chile
Estamos profundamente conmovidos con la catástrofe que les toca vivir.
En estos difíciles momentos queremos hacerles llegar nuestra solidaridad y nos ponemos a disposición, para lo que necesiten dentro de nuestras posibilidades.
Deseamos que ustedes, sus familias y amigos se encuentren bien de salud y que pronto vuelvan a ponerse en marcha. Conociéndolos, descontamos que así será.
Les mandamos un abrazo fraterno.
Todas y todos los que formamos parte de la campaña Salud sin Daño.
Sumário
Mudança climática
Declaração do setor de saúde internacional pôs-cúpula de Copenhague.
Mini entrevistas
Norberto Carvajal Arias, enfermeiro do Htal. San Ramón de Costa Rica e promotor de diversas iniciativas ambientais no seu lugar de trabalho.
Ciência
Estudo internacional afirma que a redução de emissões de efeito invernadeiro pode melhorar a saúde pública.
Mercúrio Não
Avanços na Costa Rica sobre a eliminação do mercúrio.
Relatórios e documentos
A União Europeia estuda ampliar restrições aos COV em produtos de uso cotidiano.
Mudança climática: Declaração de posição pôs - Copenhague de Saúde sem dano e a Aliança para a Saúde e o Meio Ambiente
Não houve acordo entre os líderes mundiais para proteger o clima e a saúde das pessoas
Bruxelas, janeiro de 2010 – Os líderes do mundo apenas conseguiram chegar naquilo que o Secretário Executivo da CMNUCC (Convenção Marco das Nações Unidas para a Mudança Climática), Yvo de Boer, descreveu como uma "carta de intenção". O Acordo de Copenhague é uma declaração não vinculante sem um compromisso claro por parte de qualquer governo. Está muito longe de uma folha de rota juridicamente vinculante e ambiciosa que alcance diminuir as emissões para proteger o clima e a saúde das pessoas.

Apesar de o Acordo se assegurar (de forma não vinculante) que os países em desenvolvimento receberão 30 mil milhões de dólares, para abordar a mudança climática durante o período de 2010-2012 e 100 milhões de dólares por ano, para o ano de 2020, não estipula como será gasto este dinheiro, portanto está longe de determinar o que é realmente necessário.

Saúde Sem Dano e a Aliança para a Saúde e o Meio Ambiente continuarão incentivando mais expertos na saúde pública e profissionais sanitários de todo o mundo, para que se convertam nos principais promotores de um tratado justo, ambicioso e vinculante, por sua vez procura-se diminuir a pegada climática do próprio do setor de saúde.

A mudança climática já é responsável de centenas de mortes a cada dia em todo o mundo. As cada vez mais altas temperaturas e fenômenos meteorológicos extremos estão exacerbando algumas das principais causas de mortalidade infantil nos países em desenvolvimento, como as doenças diarreicas.

Diversos estudos demonstram claramente como, tendo objetivos fortes a respeito da mudança climática, pode-se proteger a saúde. Um relatório Europeu calculou que um objetivo que buscasse reduzir em 30% as emissões de gases de efeito invernadeiro em relação aos níveis de 1990, traduzir-se-ia em ganhos para a saúde de até 76 milhões de euros anuais para o ano de 2020. A Comissão Europeia, por sua vez, estimou que se fosse aplicado um objetivo de redução de 20%, poderia implicar uma economia de até 51 milhões de euros por ano, a partir de 2020.

Recentemente, The Lancet - a principal revista médica internacional – publicou uma série de artigos sobre os benefícios globais que podem ser obtidos como resultado direto das tantas atividades de mitigação de emissões de gases de efeito invernadeiro que podem ser realizados. Isto demonstra que as mudanças nos sistemas de energia, métodos de transporte e as modificações nas práticas de produção intensiva de alimentos e as opções dos consumidores podem produzir consequências positivas para a saúde. (3) VER ESTE LINK

O setor de saúde está comprometido a alcançar um tratado que sirva para a saúde pública, e que reduza drasticamente as emissões de gases de efeito invernadeiro, promova alternativas, energias renováveis e proporcione um financiamento considerável para os países em desenvolvimento, para que possam se adaptar e mitigar a mudança.

A Aliança para a Saúde e o Meio Ambiente e Saúde Sem Dano estão instando aos governos do mundo para que transformem o marco estabelecido pelo Acordo de Copenhague em um acordo vinculante que alcance um compromisso justo, ambicioso e vinculante em 2010.

Em colaboração com outras organizações de saúde, a Aliança para a Saúde e o Meio Ambiente e SSD se comprometeram a reforçar suas atividades de promoção e esforços, tanto em matéria de políticas de mudança climática como em alcançar as medidas necessárias que garantam a proteção da saúde pública e o meio ambiente.

Referências
Link estudos: www.wellcome.ac.uk/climatechange
Pegada climática: Healthy hospitals, healthy planet, healthy people: Addressing climate change in healthcare settings, 2009, World Health Organization, Health Care Without Harm.
Comissão Europeia: The co-benefits to health of a strong EU climate change policy, 2008, CAN Europe, Health and Environment Alliance, WWF.
Lancet Series report on Health and Climate. VER ESTE LINK
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Ciência: A redução de emissões de efeito invernadeiro pode melhorar a saúde pública
Menos efeito invernadeiro, melhor saúde para todos
Um grupo de pesquisadores internacionais, dirigidos por uma equipe na Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, estabeleceu os efeitos na saúde sobre as diferentes políticas para reduzir as emissões de gases de efeito invernadeiro em países com altas e baixas rendas. O estudo focaliza-se em quatro setores-chave: transporte, uso doméstico de energia, geração elétrica, alimentos e agricultura. Um documento adicional discute os efeitos que provocam os gases de efeito invernadeiro de curta vida sobre a saúde. As análises demonstram que as medidas para combater a mudança climática também podem melhorar a saúde pública.

Os resultados foram publicados em uma edição especial, na revista Lancet e se apresentaram em um importante evento em Londres, no qual compareceu o Secretário de Estado para a Saúde do Reino Unido. O Secretário Geral da ONU, Ban Ki-Moon, o Diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, e o Secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Kathleen Sebelius, enviaram mensagens gravadas para destacar a importância do trabalho.

Pode encontrar um resumo do relatório, documentos, apresentações e vídeos no site em inglês
www.wellcome.ac.uk/climatechange
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Mini Entrevistas
Um hospital verdadeiramente saudável
- Conte-nos do que se trata o projeto do Mariposário no hospital, como surgiu a ideia e quais são seus objetivos.
Norberto Carvajal Arias - Como parte de nossa formação fazemos excursões ecológicas a diferentes partes da Região, para observar projetos novos relacionados ao ambiente. Desta maneira soubemos que alguns centros turísticos tinham mariposários, e assim foi que propusemo-nos ter um em nosso hospital. Para consegui-lo contamos com apoio interno, por parte das autoridades e da Comissão de Gestão Ambiental, e externo, já que a notícia teve repercussão no nível nacional através dos meios. Com frequência os pacientes, público visitante e funcionários fazem uma pausa no caminho, para apreciar as espécies de borboletas voando, principalmente nos dias ensolarados. O objetivo é oferecer aos pacientes, público visitante e funcionários, um ambiente biológico, para fomentar a saúde mental e estilos de vida saudável. Também nos permite oferecer aos trabalhadores que queiram a possibilidade de realizar tarefas ecológicas dentro do mariposário que estimulem a reabilitação mental e laboral, em harmonia com o ambiente.

- Que outras ações são realizadas em seu hospital relacionadas com o cuidado ambiental?
N.C.A. – São vários, entre as quais podemos mencionar as vinculadas com a reciclagem de papel, vidro, papelão, metais, baterias, líquidos e reveladores de placas de raios X, bem como as placas mesmas e os envelopes de papel ou papelão que as contêm. Também se dá tratamento aos resíduos bioinfecciosos, seja mediante auto-cravado ou tratamento químico. Por outro lado, a Comissão de Gestão Ambiental participou da elaboração do Plano Estratégico do Hospital de San Ramón para os anos de 2010-2015. Esta comissão estruturou tudo o relacionado com a gestão ambiental para o hospital, e agora estamos participando da elaboração do Plano Regional Comunal de Gestão Ambiental.

- Vocês promovem ações que ainda não são habituais nos hospitais e sistemas de saúde, vocês se encontraram com resistências no momento de estabelecer e realizar suas inquietudes?
N.C.A. – É necessário resgatar que esta Comissão de Gestão Ambiental trabalha em equipe, todos somos importantes, e que contamos com o apoio incondicional do Diretor geral do hospital e do Diretor administrativo-financeiro. A maior limitante é a parte econômica para desenvolver os projetos, porém o interessante é que não são quantias muito importantes, com pouco dinheiro podem ser feitas grandes coisas. De fato o projeto de lombricompostagem, cultivo de minhocas com a finalidade de transformar os resíduos orgânicos em adubo, foi conseguido graças ao apoio orçamentário do hospital, e ao financiamento da Embaixada da Holanda.

Links
Hospital: http://costaricahoy.info/nacionales/pacientes-del-hospital-de-san-ramon-se-rehabilitan-en-el-mariposario/28395/
Lombricompostagem: http://www.nacion.com/ln_ee/2007/enero/27/pais974851.html
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Mercúrio Não: Desde o ano de 2007 são implementadas medidas tendentes a substituir as equipes médicas que contêm mercúrio
Avança na Costa Rica a eliminação do mercúrio do setor de saúde
San José de Costa Rica, dezembro de 2009 – Conforme informa próprio website de La Caja Costarricense de Seguro Social (CCSS), Costa Rica está avançando na adoção de medidas y procedimentos para eliminar o mercúrio em seus centros médicos, distribuídos ao longo do território nacional.

Conforme especificou o Lic. Carlos Calleja Amador, chefe da Área de Gestão Ambiental da CCSS, a instituição está implementando medidas, desde o ano de 2007, tendentes a substituir os equipamentos e implementos médicos que contêm mercúrio. De acordo com o funcionário, entre os equipamentos que estão sendo substituídos figuram: termômetros, telas para a leitura de placas radiográficas, esfigmomanômetros e outros.

O primeiro hospital em colocar em prática o plano de eliminação de mercúrio foi o hospital Nacional de Crianças e posteriormente continuou o hospital Carlos Luis Valverde Vega, de San Ramón. Em ambos os centros hospitalares, o programa se desenvolveu de forma bem sucedida.

Recentemente se desenvolveu uma oficina internacional sobre a eliminação do mercúrio em ambientes hospitalares, onde informaram os avanços obtidos pela CCSS nesta matéria. Neste encontro participaram representantes da América Central, México, Panamá, Argentina e Estados Unidos, nações que mostraram grande interesse em implementar um programa similar em suas nações. Também estiveram presentes 75 funcionários em ciências médicas da CCSS, do Ministério de Ambiente, Energia e Telecomunicações (MINAET) e da Organização "Saúde sem Dano" com sede na Argentina, a qual agrupa mais de 400 afiliados de 52 países.

CCSS
www.ccss.sa.cr/html/comunicacion/noticias/2009/12/n_1100.html
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Relatórios e documentos: A medida alcançaria a desodorantes, lacas, limpadores de janelas e revestimentos de madeira, entre outros
A União Europeia estuda ampliar restrições aos Compostos Orgânicos Voláteis em produtos de uso cotidiano

Bruxelas, dezembro de 2009 - A revisão da Diretriz foi exigida pelos legisladores da União Européia em 2004. A Comissão Europeia examinará agora as recomendações da consultoria e possivelmente proponha mudanças legislativas para o ano de 2011.

A diretriz compreende tintas e vernizes e utilizados em edifícios e veículos. A consultora alemã Ökopol recomendou que fossem ampliadas as normas para sete categorias: desodorantes, lacas, adesivos com base em dissolventes, limpadores de janelas, revestimentos de proteção, revestimentos de madeira e os novos tipos de acabamento de veículos.

Os consultores também recomendam um valor limite mais estrito de 130 gramas por litro de COV em tintas decorativas de interior com base sólida. Eles não recomendam um valor limite mais estrito para os revestimentos de veículos por várias razoes. Por exemplo, pela redução de emissões de COV seria marginal em alguns casos.

O estúdio de Ökopol também destaca a preocupação dos custos imprevistos de etiquetado de COV, estimado em 576 M €. Para reduzir os custos, a industria solicitou um ano de prorrogação do período de transição.
Ökopol recomenda harmonizar os requisitos de etiquetado de COV no nível da UE, possivelmente em consonância com as normas sobre classificação, etiquetado e embalagem. Os consultores também propõem o etiquetado obrigatório de lacas e desodorantes.
Os limites mais estritos para os COV nas tintas e vernizes entraram em vigor no dia 1º de janeiro. Estes são aplicados a uma gama de produtos, incluindo interiores de paredes e tetos brilhantes, e recobrimentos de efeitos decorativos. A Comissão não prevê dificuldades no cumprimento destes limites.

Compostos orgânicos voláteis
www.sinia.cl/1292/article-34238.html

Comissão europeia (info em inglês)
ec.europa.eu/environment/air/pollutants/pdf/paints_report.pdf

A diretriz (info em espanhol)
europa.eu/legislation_summaries/environment/air_pollution/l28029b_es.htm

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Versão original em espanhol: Saúde sem Dano.
Traduzido por: D. Wainer.
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